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Tamiki Hara nasceu em Hiroshima, em 1905. Começou a atuar como escritor profissional em meados dos anos 1930. Pouco antes do primeiro aniversário de morte da mulher, Sadae, quando Hara retornava a Hiroshima para viver na casa de sua família, a bomba atômica foi lançada sobre a cidade. A catástrofe ficou registrada em "Flores de verão", publicado em 1947 na revista Mita Bungaku, um dos textos inaugurais da literatura sobre a experiência da bomba e que lhe renderia o prêmio Mizukami Takitaro. Pela mesma revista, no mesmo ano, saiu "A partir das ruínas", e em 1949, "Prelúdio à destruição". "O país do meu mais sincero desejo" foi publicado em 1951, pouco antes de Hara dar cabo de sua vida, sob o impacto do início da Guerra da Coreia. Um monumento em sua memória foi erguido no castelo de Hiroshima e depois foi transferido para o templo Genbaku. Seu aniversário de morte, 13 de março, é conhecido como Kagenki, nome da sociedade criada por leitores para celebrar sua memória. Hara ganhou projeção mundial nos anos 60, com a divulgação no Ocidente da Genbaku bungaku, ou literatura da bomba atômica, por autores como Kenzaburo Oe. Sob censura no período da ocupação norte-americana no pós-guerra, hoje Flores de verão é uma das obras mais celebradas da literatura japonesa do século xx e integra o currículo escolar do país.
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