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Aluísio Azevedo, nascido em São Luís, Maranhão, em 1857, foi um dos principais expoentes do Naturalismo no Brasil. Com múltiplos talentos, ele atuou como escritor, caricaturista, jornalista e diplomata, sendo também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Inicialmente influenciada pelo Romantismo, sua obra "O Mulato", publicada em 1881, marcou a transição para o Naturalismo, trazendo um olhar científico e crítico sobre a sociedade brasileira da época, com temas como racismo, pobreza e promiscuidade.
Sua obra-prima, "O Cortiço" (1890), é um retrato vigoroso das condições sociais e humanas sob a lente do determinismo e darwinismo, influências filosóficas da época. Aluísio tratou seus personagens com uma abordagem quase biológica, refletindo o ambiente em que viviam como determinante de suas ações. Além dos romances, ele também explorou o conto com "Demônios" (1893), que é considerado um precursor da ficção científica brasileira.
Aos 40 anos, Aluísio ingressou na carreira diplomática, atuando em vários países até sua morte em 1913, em Buenos Aires. Embora tenha deixado de escrever após se dedicar à diplomacia, seu legado literário permanece vivo como um dos mais influentes na literatura brasileira, especialmente por seu pioneirismo no Naturalismo.
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