"Cartas Chilenas" é uma obra satírica escrita por Tomás António Gonzaga, composta por uma série de cartas fictícias que criticam a administração colonial no Chile. A narrativa é apresentada através das cartas do poeta Critillo a Dorothéo, nas quais são relatados os abusos e as excentricidades do governador Fanfarão Minezio. A obra, publicada pela primeira vez em 1863, é baseada em manuscritos antigos de Francisco Luiz Saturnino da Veiga e foi editada por Luiz Francisco da Veiga, bacharel em ciências jurídicas sociais pela Faculdade do Recife. Através de uma linguagem irônica e mordaz, Gonzaga expõe as falhas e a corrupção do governo colonial, utilizando personagens fictícios para representar figuras históricas reais. A estrutura epistolar permite uma crítica incisiva e direta, ao mesmo tempo que confere um tom pessoal e íntimo à narrativa. "Cartas Chilenas" é considerada uma obra importante na literatura luso-brasileira, não apenas por sua qualidade literária, mas também por seu valor histórico e político, refletindo as tensões e insatisfações da época colonial.