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Nada seria tão poético quanto a minha vida na Muritiba, no recôncavo da Bahia. Ao observar os meus vizinhos, a minha família e a minha casa. Ao sentir o carinho que recebi e ainda recebo. Ao aprender ser o pai que fui cedo demais. Ao colocar o pé na política e ser engolido e salvo pela literatura. Ao perder amores que fizeram eu me reencontrar comigo mesmo. Eu sou esse menino que conversa com tudo o que ouve e que escreve tudo o que pensa. Eu sou esse homem que sente todas as coisas do mundo e que hoje é pai, amigo, amor e sonhos. Tudo junto e misturado. Eu sou a medida certa quando transbordo. E só transbordo quando escrevo.
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